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Fiadores, quem são e as responsabilidades que têm!

Fiadores, Quem São E As Responsabilidades Que Têm!

Desde sempre, que quando os bancos não se sentem confortáveis com a aprovação de um processo, exigem uma garantia adicional, a mais usual, a apresentação de fiadores.  Especialmente em financiamentos com prazos mais longos, como o crédito à habitação, e quando os titulares não têm as condições exigidas, como estarem efetivos por exemplo, ou mesmo estando, mas tendo a taxa de esforço demasiado no limite. 

Se você não é fiador, certamente já ouviu o termo ou já precisou de alguém que fosse seu fiador. Em síntese, o fiador é aquele que fica responsável (por meio do seu património pessoal) pelo pagamento da dívida caso o titular do crédito falhe os pagamentos. Ou seja, ele é como um “garantidor” do crédito. Mas se ser fiador agrega tanta responsabilidade e o risco de ser obrigado a suportar a dívida de terceiros, porque ainda aceitamos ser fiadores? 

Em geral, são os próprios familiares que fazem esse tipo de pedido e também os que aceitam são desse círculo. O caso que ocorre com maior frequência é quando os pais são fiadores dos filhos, embora não exista limitação a que pessoas com relações parentais mais distantes, ou mesmo amigos sejam fiadores, no entanto, deixamos a ressalva que os Bancos dão preferência a ascendentes (pais), ou descendentes (filhos). Ser fiador de alguém é “atestar” a confiança que sente naquela pessoa ao garanti-la com os seus próprios recursos, dessa forma deve estar ciente  do que engloba ser um fiador e como esse “status” pode impactar a sua vida diretamente.

Como fiador, também deve tentar perceber se o empréstimo que está a garantir se enquadra dentro da capacidade de pagamento do titular. “Mas isso não é invasivo?” Pode até ser que sim, mas pense connosco, se está a ser fiador de outrem e pode chegar ao limite de ter de pagar essas prestações, deve perceber previamente se o titular tem recursos para pagar o que está a comprar. Além dessa “análise informal”, o fiador deve saber que apenas após terem sido esgotadas as possibilidades de obter a cobrança junto do devedor é que o banco aciona o fiador, para isto é importante que o fiador:

  • Assegure que no contrato conste que: “não prescinde do benefício de excussão prévia”. Ou seja, se houver qualquer incumprimento, o fiador não será chamado a pagar o crédito antes mesmo do titular. Saiba que, na maioria dos casos, o fiador é penhorado antes do cliente pois negou o direito de excussão prévia, dessa forma, previna-se disso por meio contratual. Sando que, também existe a possibilidade da Instituição Financeira, recusar aceitar o financiamento, se não for incluída a clausula em questão. 
  • Outro direito é o de recorrer ao devedor o dinheiro ou o património que despendeu para pagar a dívida em questão, embora esse seja um processo bastante moroso e sem muito sucesso, pois é provável que se o devedor não possuía dinheiro para pagar o empréstimo também não o tenha para lhe devolver.

Uma outra questão que muitos colocam, é se podem deixar de ser fiadores em algum momento. Para sermos honestos, não é impossível deixar de ser fiador, mas é muito improvável. Para o fazer, as condições dos titulares terão de ter mudado, o que até não á absurdo, supondo que na compra, estavam a contrato, mas uns tempos depois passaram a efetivos e eventualmente, até aumentaram os seus rendimentos. No entanto, isto dependerá sempre de aprovação prévia da parte do Banco/Financeira, que poderá não estar disponível para perder garantias, ou seja, é preciso que as três partes envolvidas (banco, pessoa que pediu o empréstimo e fiador) negociem essa saída que eventualmente pode ser feita através da entrada de um novo fiador e/ou novas garantias. 

Sabemos que o intuito em se tornar fiador é no sentido de ajudar aquele que depende disto para ter o seu financiamento aprovado, sendo esse alguém normalmente uma pessoa em que confiamos. No entanto, deve ter em consideração que esta responsabilidade potencial, pode vir a ter impacto na avaliação de um crédito para si no futuro.  Não quer isto dizer, que ao ser fiador, não vai poder pedir crédito, nada disso, há imensos fiadores que depois pedem crédito para eles, simplesmente se a sua situação estiver muito no limite da aprovação, o facto de ter este crédito potencial, pode sugerir a recusa do mesmo. 

O Senhor do Banco não tem o intuito de desestimular que as pessoas se tornem fiadores, de todo, como intermediários de crédito sabemos a importância desse apoio para muitas aprovações, no entanto, é nossa missão trazer informações relevantes a todos os envolvidos em um processo de crédito. Dessa forma, por mais que pareça simples ser fiador de um crédito, antes de aceitar, analise as condições do crédito que está a garantir, já que você tem o direito de receber uma FINE (Ficha de Informação Normalizada Europeia) com todas essas informações assim como a do titular do crédito. Confira se os seus planos futuros não serão impedidos por esta questão, avalie a situação financeira da pessoa que está a garantir e também a sua. Tenha consciência da responsabilidade que se deve ter ao se tornar um fiador e somente após essa profunda reflexão conceda a garantia.

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