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Tem crédito habitação? O seu seguro de vida é IAD ou ITP? Se não souber a resposta, este artigo é para si!

Tem Crédito Habitação? O Seu Seguro De Vida é IAD Ou ITP? Se Não Souber A Resposta, Este Artigo é Para Si!

O título do artigo por si só, já diz muito. A grande maioria das pessoas que vai ler este artigo, não faz ideia se o seu seguro de vida para o crédito habitação é IAD ou IDPAC, (lá mais para a frente já aprofundamos a diferença) e em grande parte, essa ignorância tem a ver com a falta de informação prestada no momento da concessão de crédito.

Os seguros de vida, tal como o spread, são o que mais impacto tem na TAEG, (a taxa que reflete a totalidade dos encargos com o empréstimo) e por esse motivo, os Bancos tendem a propor a opção IAD, (menos completa) sem grandes explicações, de forma a não agravar a TAEG do financiamento e não se arriscarem a perder o cliente para a concorrência. O facto de muitas pessoas se focarem nesta referência, sem analisar ao pormenor a simulação, leva a que por vezes escolham TAEG mais baixas, sem perceber que, no que ao seguro de vida diz respeito, não estão a comparar as mesmas coberturas.

Acredito que nesta altura, já você se estará a perguntar qual será o seu seguro, por isso vamos então perceber quais as diferenças entre um e outro.

Existem vários tipos de seguro de vida para Crédito Habitação e as coberturas,
geralmente, variam de seguradora para seguradora. Contudo, as coberturas mais
frequentes no mercado são:

MORTE – Esta é a cobertura principal para qualquer seguro de vida e inclui o pagamento do valor em dívida no crédito habitação, em caso de morte por acidente ou doença da pessoa segura.

IAD (Invalidez Absoluta e Definitiva) – Representa a incapacidade com carácter
definitivo da pessoa segura de continuar a desempenhar qualquer atividade remunerada, bem como estar dependente da assistência continuada de terceiros para cumprir tarefas diárias, tais como higiene pessoal, alimentação, entre outras.

IDPAC (Invalidez Definitiva para a Profissão e Atividade Compatível ou ITP (Invalidez Total e Permanente) ou – Representa a incapacidade total e  permanente da pessoa segura de desempenhar atividades remuneradas compatíveis com o seu nível de conhecimentos ou aptidão. O grau de incapacidade varia de seguradora para seguradora, mas os mais completos são a partir dos 60% e outros começam apenas nos 66%, (importa igualmente comparar ofertas das seguradoras, não só no preço, mas igualmente nas coberturas).

Os Bancos exigem para os seguros de vida de crédito habitação as coberturas de morte e invalidez, mas na invalidez, aceitam uma ou outra. As diferenças à primeira vista parecem ser pouco significantes, mas não o são na realidade. Note-se que na IAD, a cobertura de invalidez só é acionada se a pessoa segura estiver completamente incapacitada e totalmente dependente de terceiros. No caso da IDPAC ou ITP, a cobertura de invalidez é acionada quando ultrapassar a percentagem contratada (pode variar um pouco de seguradora para seguradora) de acordo com a tabela de incapacidades e atualmente, há várias situações que podem originar uma incapacidade
superior a 60%, permitindo, no entanto, uma vida digna.

Naturalmente, tal como acontece com qualquer outro seguro, ter mais ou menos
coberturas tem implicação no preço, por isso deve sempre comparar, mas faça-o
comparando as mesmas coberturas. Se a cobertura não é a mesma, não deve comparar o preço, procure antes um seguro com as mesmas coberturas.

O SENHOR DO BANCO sugere sempre a opção mais completa, no entanto, temos noção que a implicação no preço pode levar a que algumas pessoas optem pela solução mais barata, de qualquer forma, não nos cabe a nós decidir por si, apenas dar-lhe a conhecer todas as opções para que possa decidir em consciência.

Para todos os casos que tenham a IAD e pretendam mudar para a cobertura mais
completa, ou mesmo manter a mesma, mas mais barata, saibam que podem analisar alternativas aos seguros do vosso Banco. O Decreto-Lei n.º 222/2009 visa definir regras de funcionamento dos contratos de crédito habitação, tendo por base a proteção dos direitos dos consumidores e impossibilita os Bancos de obrigarem os clientes a manter lá os seus seguros. Os Bancos podem sim, vincular o spread atribuído à subscrição dos seguros de vida, no entanto, dependendo do valor de spread e da idade dos mutuários, pode valer a pena mudar de seguro na mesma. De qualquer forma, muitos são os casos
em que nem sequer existe este vínculo, mas o cliente simplesmente nunca fez nada para mudar, limitando-se em muitos casos a queixar-se do preço do prémio.

Como todos nós gostamos mais de números, vou-vos dar um exemplo muito recente.
Para um cliente de 33 anos, que irá contratar um crédito habitação de 150.000€ a 40 anos, tendo optado pelo seguro ITP, a diferença no final do contrato entre o seguro de vida proposto pelo Banco e a alternativa proposta por nós, foi de cerca de 33.000€. SIM, 33.000€ era o valor de pouparia ao longo do contrato por fazer o seguro de vida na seguradora alternativa. E estamos a falar de apenas uma vida, se fosse um casal seria uma diferença ainda maior.

Naturalmente há casos que não justifica, mas só vai saber se tentar. Não deixe de procurar informar-se por falta de tempo, pois pode estar a perder muito dinheiro.
Peça-nos uma simulação e compare.

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