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Até quanto posso pedir para um crédito habitação?

Até Quanto Posso Pedir Para Um Crédito Habitação?

Recebemos diariamente dezenas de pedidos de ajuda de clientes, centenas ao longo do mês, mas muitos são de caráter exploratório, “curiosos” à procura de informações, de como conseguir um crédito habitação para a compra de uma casa, outros a preparar-se previamente para começar a busca. Há ainda, aqueles que já estão com o imóvel identificado, porém não sabem até que valor o Banco lhes empresta e se conseguirão aprovação para comprar a casa que pretendem. O Senhor do Banco, a pensar nesses clientes que pretendem informações introdutórias e que procuram responder à pergunta: “Até quanto posso pedir para um crédito habitação?” formulou este artigo para ajudar-lhe de uma forma simples e objetiva, e a resposta é: comece por olhar para a sua TAXA DE ESFORÇO! 

Antes de mais, o que é a Taxa de Esforço e como isso o pode ajudar?  A taxa de esforço é a forma utilizada pelos bancos para perceber a capacidade de endividamento do agregado familiar, ou seja, é uma medida para analisar o risco que o crédito habitação refletirá para o banco, quanto menor esse risco, mais provável é que o financiamento seja aprovado e com melhores condições. Tendo em vista, que esse é um parâmetro para aprovação e que essa relação deve estar no máximo entre os 30% a 35%, faremos o caminho inverso para chegar ao valor em que o cliente tem mais hipóteses de ver o seu crédito aceite pela Instituição Financeira e responder à pergunta que motivou este artigo: “Até quanto posso pedir para um crédito habitação?”. 

Vamos então a contas e para tal, vamos usar um caso real. 

Ontem mesmo, o João (nome fictício), entrou em contato pois estava a ver uma casa e gostava de saber se tinha capacidade para pedir um crédito habitação juntamente com a sua esposa, antes de se comprometer com o vendedor. Como de costume, fizemos algumas perguntas pertinentes para o enquadramento das capacidades dos clientes, a fim de chegar a um valor confortável olhando, antes de mais, para a taxa de esforço:

  1. Qual o rendimento líquido do agregado familiar?
  2. Quais são as responsabilidades mensais de crédito, do agregado? (Nem sempre é fácil saber esta informação de cabeça, mas saiba que pode recorrer ao mapa de responsabilidades de crédito para confirmar). 

O João respondeu que ele e a 2ª titular ganhavam um rendimento líquido mensal 1.200€, moravam atualmente numa casa arrendada, mas já tinham um crédito pessoal com uma prestação de 90€, fora isso não tinham mais responsabilidades e poderiam fazer o crédito por até 40 anos, face à idade de ambos. Note que, apenas com esses valores, que são conhecidos pelos clientes que entram em contato, podemos chegar a um valor estimado do imóvel que neste caso, o João, deverá estar a procurar. Primeiro faremos o cálculo para perceber qual o valor mensal máximo de prestação da nova casa, para cumprir o máximo de 35% de taxa de esforço:

Ou seja, o João, tem a capacidade estimada para suportar até 420€ em prestações mensais, mas como ele já tem o crédito pessoal de 90€, a capacidade real diminui e é atualmente de (420€ – 90€) 330€. Assim sendo, é preciso que as prestações do crédito habitação estejam incorporadas nesse limite. Com esse valor em mente, podemos simular e perceber que  o João deva estar a olhar casas até um valor máximo de 130.000€, pois tendo em conta que será necessário 10% de entrada, o valor do financiamento será do montante de 117.000€, que terá prestações a volta dos 320€ (dependendo do spread, naturalmente) e que estará então, à partida, enquadrado nas capacidades do agregado do João. Neste caso, o João já tinha uma casa identificada e estava dentro destes valores, pelo que foi mais fácil na hora de avançar com o pedido de financiamento junto dos Bancos, o que o deixou mais confortável para avançar com uma proposta formal. 

A grande maioria dos Bancos, disponibiliza simuladores que o podem ajudar a chegar a valores aproximados, no entanto, alertamos que as simulações da net raramente são exatas, já que não consideram valores de rendimentos, e como tal, qualquer negociação com o Banco, nem lhe alertam para seguros e outros produtos que encarecem o financiamento.

Esta análise, servirá apenas para se ter uma noção aproximada, mas o ideal será sempre consultar-nos no sentido de receber boas orientações para o melhor caminho. Ficamos à sua espera

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