skip to Main Content
(+351) 933 371 926 geral@osenhordobanco.pt

Mercado imobiliário em 2020, o que esperar?

Mercado Imobiliário Em 2020, O Que Esperar?

Logo no início de 2019, e após o abrandamento dos preços registados a partir do 3º trimestre de 2018, fomos contactados por alguns clientes que acreditavam que os preços das casas iriam descer ao longo do ano de 2019 e que por isso nos contactavam a fim de perceber as condições e sobre como deveriam se preparar para solicitar um crédito habitação, no entanto, sempre com a expectativa de realizar a compra da casa quando o mercado estivesse mais arrefecido, ou seja estavam mesmo a espera dessa queda de preços.

Entretanto o ano terminou e  não foi bem isto que vimos acontecer no final do ano de 2019, por mais que a variação do índice de Preços da Habitação, em termos homólogos (medida relativa a variação dos preços de todos os imóveis comprados no país), tenha abrandado nos últimos trimestres de 2018, em meados de 2019 esse índice voltou a crescer e terminou o 3º trimestre de 2019 com uma variação positiva de 10,3% e com 0,2 pontos percentuais acima do 2º trimestre de 2019, mantendo uma tendência de aumento no preço da habitação em Portugal, refletidos no índice referente ao total nacional composto por casas já existentes e novas.

De acordo com o EUROSTAT os preços das casas subiram 4,1% na União Europeia e na Zona do Eurono 3º trimestre de 2019 em comparação com o mesmo período de 2018 e se configuram bem abaixo do que ocorreu em Portugal. Em termos homólogos, Portugal representou o 4º país com o maior crescimento relativo aos preços das casas, ficando atrás apenas da Letónia, a Eslováquia e o Luxemburgo que apresentaram crescimentos superiores, na ordem de 13,5%, 11,5% e 11,3%, respetivamente.

A avaliação bancária subiu para 1.321 €/m2 em dezembro de 2019, de acordo com o Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação, divulgado pelo INE (Instituto Nacional de Estatística). Esse valor representa um crescimento de 8,3% face ao mesmo mês do ano anterior. Se olharmos para o ano de 2019, o valor médio de avaliação situou-se em 1.286 €/m2, refletindo um aumento de 7,9% relativamente ao ano de 2018. Foi observado um crescimento do valor de avaliação em todas as regiões de Portugal (Continental e Ilhas), tendo as regiões Algarve e Norte apresentado as maiores variações, 10,9% e 8,7%, respetivamente.

O que esperar para 2020? Da mesma forma que vimos 2019 ir “contra” as expetativas de abrandamento dos preços é incerto afirmar que em 2020 o mercado irá arrefecer ou que continuará a crescer sem precedentes, como foi visto nos últimos anos. Contudo notamos que o crescimento já não está a ser tão exponencial mesmo que a tendência se mantenha há uma variação menor que em outras alturas. Talvez pelo facto de haver uma procura menos acentuada, como dissemos, alguns clientes com quem conversamos estão à espera da queda do mercado e é possível que como esses, haja outros. Além do facto de haver um crescimento relativo as construções de novas casas que também poder estar a ajudar na composição para uma maior oferta e consequente equilíbrio dos preços.

Pelo o que tudo indica, é possível que continuemos a ver o mercado a dar sinais de preços altos para a compra das casas, suportado pela estabilidade política e sinais de recuperação económica. No entanto, esses sinais podem ser alterados caso ocorram interferências externas que provoquem impactos diretamente ao País como por exemplo uma retração económica mundial, (vamos aguardar para ver as consequências na economia do Corona Vírus). Além disso, e apesar das recomendações cada vez mais limitantes do Banco de Portugal, a propósito do crédito habitação, percebemos que os consumidores ainda veem a compra de forma mais favorável que o pagamento de uma renda, pois para além de possuírem um imóvel próprio, que é na verdade um ativo a ser revertido em moeda a qualquer momento, atualmente paga-se menos numa prestação de crédito habitação do que numa renda relativa a um imóvel nos mesmos parâmetros. 

Em resumo, nós n’O Senhor do Banco, acreditamos que ainda haja espaço para a manutenção dos preços no patamar atual e até um eventual aumento visto que, as novas construções ainda demoram a serem concluídas, a procura continua a ser notada e até este momento não há sinais robustos para iminentes choques externos, factos que poderiam impactar em uma eventual descida dos preços das habitações.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *