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Como usar a sua casa para poupar dinheiro!

Como Usar A Sua Casa Para Poupar Dinheiro!

Sabemos que a pandemia instalada nos últimos meses, provocou um grande “tombo” na economia que está a ter impacto em inúmeras famílias de diferentes formas, seja nos seus trabalhos, hábitos diários e/ou novas formas de convivência. O facto é que com esse choque económico inesperado, muitas famílias estão a ter sérios problemas financeiros e em breve poderão precisar de um crédito para sanar essa situação. Atendendo aos clientes que estejam a precisar de um montante financeiro mais volumoso, O Senhor do Banco traz neste artigo a apresentação de uma alternativa aos créditos pessoais ou consolidados, que por norma têm taxas mais altas e menor prazo para o pagamento.

A outra opção para esses clientes será pedir um crédito multifunções/multiopções/multifinalidades, depende do nome que o Banco em questão lhe der, que será associado à sua casa ou complementar a um crédito à habitação. O financiamento poderá ser concedido por qualquer banco se tiver a casa paga e livre de qualquer hipoteca. Caso tenha um crédito já a decorrer, é mais fácil que receba a aprovação através do mesmo banco em que tem o primeiro financiamento, já que os Bancos não gostam de ficar com segundas hipotecas, quando as primeiras não são deles. A única condição para ter o seu caso analisado, se ainda estiver a pagar as prestações da casa, é ter o crédito à habitação a decorrer há pelo menos mais de 2 anos. Com a contratação desse instrumento poderá ter mais capacidade para reequilibrar as suas contas sem pagar muito caro por isso.

Mas o que é o crédito multifunções e como ele funciona?  Simplificando, o crédito multifunções, como o nome nos demonstra, é um financiamento que pode ser utilizado sem uma finalidade específica, ou seja, pode utilizar para remodelações na sua casa, para comprar um carro, acertar a sua vida financeira e para outras ocasiões. A diferença deste crédito para os outros mais conhecidos no mercado é que por ser relacionado à habitação permite encargos mais baixos, nomeadamente, no que se refere à taxa de juros mais baixas e ao prazo mais longo para o pagamento das prestações. Essa junção de medidas quando comparadas ao empréstimo pessoal tornam-se muito mais competitivas, entretanto você precisa ter um crédito à habitação ou uma casa livre de hipoteca para beneficiar deste instrumento. 

Se tem várias dividas, cartões de crédito, créditos pessoais, crédito auto, etc, esta pode ser uma oportunidade para consolidar todos os créditos num só, com taxas bastante mais baixas do que as praticadas pelas Financeiras nos créditos consolidados e tendo a possibilidade de fazer prazos mais longos, a redução pode ser drástica. 

Algo que deve ter em mente é que como o multifunções está de acordo com as premissas do crédito à habitação também pode ser amortizado ou liquidado, com o pagamento de uma comissão de amortização que pode ser de 0,5% (no caso do mesmo estar indexado a uma taxa variável) ou de 2% (no caso de estar indexado a uma taxa fixa). Mas com ou sem comissão, se tiver possibilidade de o fazer, vale sempre a pena, pois acabará por poupar a longo prazo. 

É ainda preciso lembrar que o pedido para o crédito multifunções também passará por fases parecidas com a do financiamento do imóvel, como iniciar o processo através da análise de risco, verificando se o cliente possui enquadramento para um novo financiamento. O valor máximo a ser aprovado para o empréstimo estará diretamente dependente da avaliação do imóvel feita pelo banco, ou seja, haverá alguns custos extras para que o seu crédito seja concedido. Ao pensar no montante que pode ser emprestado e a depender do banco, o limite máximo para o empréstimo varia entre 70% ou 80% do valor da avaliação atual da casa.

Atenção que, tal como referido, este crédito implica custos iniciais, como nova avaliação, despesas de dossier, nova escritura, etc, pelo que, para valores de financiamento reduzidos como 3.000€ e 4.000€, dificilmente irá justificar, devido ao investimento inicial, para valores mais altos, na ordem dos 10.000€, o valor que paga inicialmente irá ser compensado pelos juros pagos nos primeiros anos, que em outras opções seria bem mais caro. 

Um exemplo prático: Imagine que o nosso cliente hipotético, Pedro, precise de um empréstimo de 10.000€ para enfrentar essa crise. Ele simulou algumas propostas de empréstimos pessoais, porém as taxas eram altas e as prestações caras, também devido ao prazo mais curto para o pagamento. Desta forma, ele lembrou-se que está a pagar um crédito habitação e percebeu que poderia ser mais vantajoso pedir um crédito multifunções e beneficiar de melhores condições. Supondo que Pedro possui o enquadramento necessário para a aprovação do crédito, tem uma divida de 60.000€ mas tem a ideia de que a sua casa tem um valor de mercado na ordem dos 100.000€, ele poderá ter acesso ao valor que precisa e dependendo do Banco, até mais.

Se a instituição financeira ceder um financiamento de até 70% do valor avaliado do imóvel, ou seja, um total de 70.000€, como Pedro ainda tem a pagar 60.000€ e de acordo com o limite estabelecido, ele conseguiria os 10.000€ que necessita. Seguindo esse mesmo raciocínio, se o banco cedesse o financiamento pelo rácio de 80% da avaliação do imóvel, Pedro poderia ter um empréstimo de até 20.000€.  Nesta opção, o Pedro deveria recorrer preferencialmente ao Banco onde tem o crédito, visto tratar-se de uma segunda hipoteca, ou em alternativa, alterar o crédito habitação de Banco. 

Uma outra situação seria se Pedro tivesse a mesma casa, porém já sem qualquer divida associada. Nos mesmo termos do explicado acima, 70% a 80% do valor de avaliação do imóvel, seria possível obter um empréstimo no valor de 70.000€ ou 80.000€ receptivamente. Note que, a avaliação que estamos a falar é do imóvel hoje e não de quando Pedro comprou a casa.

Uma observação é que o crédito multifunções, se não for feito em simultâneo com o crédito habitação, pode não acompanhar exatamente as mesmas condições de spread, mas ainda assim possui valores muito inferiores aos outros créditos e continua a ser mais competitivo para quem deseja um volume maior de financiamento. O ideal mesmo é comparar ofertas!

Tendo em vista as vantagens e também os custos associados a esse instrumento de crédito, é necessário fazer uma análise dos seus gastos e poupança futuras, simular diferentes formas de financiamento, comparar o que melhor se encaixa na situação que está a viver e qual solução trará mais conforto familiar. 

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