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Há mudanças no Crédito Pessoal já em Abril, veja aqui quais são!

Há Mudanças No Crédito Pessoal Já Em Abril, Veja Aqui Quais São!

O Banco de Portugal (BdP) é a autoridade responsável pela avaliação de riscos à estabilidade financeira do Estado, tendo como objetivo contribuir para que o sistema financeiro se torne mais resiliente, assim sendo, o BdP propõe e adota medidas para prevenir, amenizar ou reduzir riscos diante de potenciais choques económicos. Numa tentativa de reduzir riscos, em 2018, o BdP recomendou uma série de medidas a propósito do crédito à habitação, com garantia hipotecária ou equivalente e crédito ao consumo, sendo que essa recomendação introduziu alguns limites e alguns critérios para que as instituições financeiras não ficassem tão expostas a riscos excessivos na concessão desses créditos, prezando o financiamento sustentável pelo consumidor e uma tentativa de minimizar os incumprimentos futuros. Desde essa altura que o BdP tem monitorizado a evolução da atividade de concessão de crédito no País e foi com base nesse controlo que publicou uma alteração a essa recomendaçãoque entrará em vigor a partir de 1º de abril de 2020 e irá ter impacto a quem pretende pedir um crédito pessoal nos próximos meses.

Ao olharmos para o cenário económico atual e considerando a pandemia que estamos a vivenciar, tem-se uma elevada incerteza a respeito da atividade económica, sendo já certo que iremos entrar numa nova recessão mundial, cuja única dúvida é, qual a dimensão da mesma. O BdP e as principais instituições internacionais vinham a publicar revisões em baixa das projeções a propósito do crescimento económico, o que combinado com um elevado grau de endividamento crescente das famílias, se compararmos 2018 e 2019 na tipologia do crédito ao consumo, houve um crescimento de mais de 11% no montante contratado face ao montante de 2018, levou a decidir que deveriam ser tomadas novas medidas no sentido de minimizar riscos. Esse fator unido a um ambiente prolongado das baixas taxas de juros e uma recessão iminente, pode incentivar a uma busca por rendimentos (search-for-yield), que poderão impactar num aumento da procura pelo crédito caso não existam maiores restrições nos critérios para a sua concessão e portanto uma maior exposição do sistema financeiro Português, um possível percurso que o BdP se encarrega de prevenir. 

Posto isto, o BdP decidiu reduzir o prazo máximo do financiamento nas novas operações de crédito pessoal para 7 anos, neste momento o limite é de 10 anos. No entanto, os créditos com finalidades de educação, saúde e energias renováveis, continuarão a ser contratados conforme a regra anterior cuja maturidade máxima se manterá a 10 anos, desde que estas finalidades sejam devidamente comprovadas. 

E ao pensar no dia a dia, que impacto terá nos novos créditos? 

Com um menor prazo para o pagamento, os valores das prestações serão maiores pois o montante total terá menos tempo para ser diluído. 

Por exemplo, se peço um crédito de 10.000€ e posso pagar em 10 anos, as prestações estariam a volta dos 130€, mas se alterar o prazo para 7 anos, o mesmo montante, terá prestações mais elevadas na ordem dos 160€. Mesmo com essa alteração, no âmbito dos prazos, ainda há de ser ter atenção à taxa de esforço pois as prestações continuam a ter de estar suportadas por esse limite. Ou seja, com o financiamento em menor tempo que gera prestações maiores, os clientes deverão perceber se ainda assim mantêm taxa de esforço suficiente para pedir um crédito. Dessa forma, podemos concluir que essa medida vai restringir um pouco mais o acesso ao crédito pessoal. 

Em resumo, o ambiente económico com baixa projeção de crescimento, já antes da existência da atual pandemia, a acrescentar um cenário mais que certo de uma recessão, obrigam a um maior controlo e exigência da concessão do crédito, de forma a prevenir eventuais incumprimentos no futuro, motivos que levam o BdP a recomendar as novas regras já referidas.  

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